Estima-se que existem cerca de 5
milhões de hanbaikis no Japão. Para uma população de aproximadamente 125
milhões de habitantes, existe uma hanbaiki para cada 25 japoneses! É uma
proporção considerável e acredita-se que seja a maior do mundo. E com relação
ao território nipônico, você encontra a média de 13 hanbaikis por quilômetro
quadrado! As hanbaikis não descansam e trabalham 24 horas por dia oferecendo os
mais diversos produtos: com certeza você não ficará na mão se precisar de uma
ajudinha num momento de emergência!
Hanbaikis não é nenhum tipo de samurai
(se você pensou nisto...) e nem um tipo de entidade mágica oriental (se você
também pensou nisto...).
Trata-se de máquinas automáticas de
venda. Elas se concentram em grandes centros, onde existe a movimentação de
muitas pessoas em um mesmo local. Vendendo de tudo (e é quase tudo mesmo...)
com formas inovadoras, chamando a atenção das pessoas para comprarem bebidas,
comida, roupas, revistas, brinquedos, eletro-eletrônicos, etc. E não é surpresa
que boa parte dessas máquinas, mesmo que em locais isolados, estão em ótimas
condições de uso e sem marcas de vandalismo (uma realidade completamente
diferente da nossa...). Por isso grandes marcas japonesas estão apostando cada
vez mais em hanbaikis e não em trabalhadores humanos.
Vantagens
Essas máquinas não necessitam de superiores dizendo ou ditando oque
devem fazer. São autônomas e podem trabalhar 24 horas por
dia,7 dias por semana, 12 meses no ano... Não cobram salários, indenizações,
direitos trabalhistas. Precisam apenas de manutenções e, além disso, tratam
todas as pessoas iguais, sem diferenças ou preconceitos.
Desvantagens
Uma vez ligadas à rede elétrica, na falta de segurança são burláveis,
podendo trazer danos e prejuízos ao comerciante.
Questionamentos
Ficam algumas perguntas no ar: No Brasil existem várias máquinas operando
mas não estamos acostumados a fazer certas compras com elas. Numa implantação
em larga escala com diferentes produtos, qual será a reação das pessoas?Haverá
aceitação ou as hanbaikis serão vítimas de protestos e vandalismos?






